segunda-feira, 11 de abril de 2011

FÁTIMA FIGUEIREDO É DESTAQUE NO JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE



As comemorações de aniversário da cidade remetem a tempos distantes, arquiteturas antigas, episódios marcantes e datas históricas. Pensando assim, corre-se o risco de esquecer o aspecto mais importante de qualquer lugar no mundo: as pessoas. As transformações ocorridas em Fortaleza ao longo desses 285 anos têm em sua essência a vida das pessoas.  

Cidadã exemplar e amante do esporte

Ninguém duvida da grandiosidade do amor que uma mãe tem por seus filhos. Quando esse sentimento se estende, de alguma forma para outras pessoas, o resultado é um trabalho bonito que pode até mudar vidas.

Assim, é a história de Fátima Figueiredo, de 57 anos. Por meio do esporte, ela contribui para a construção do presente e do futuro da cidade, tirando meninos e meninas das periferias do ócio e formando possíveis atletas de sucesso.

A atual presidente da Federação de Triathlon do Estado do Ceará (Fetriece) nunca foi atleta, mas tem um papel importante na história do esporte no Estado. Mãe de Tércia Figueiredo, um dos grandes destaques cearenses nas competições da modalidade até o início dos anos 2000, foi acompanhando a filha que percebeu que o triatlo era pouco popular no Ceará. "Eram só 12 triatletas", lembra.

Diante dessa realidade, criou um projeto para incentivar crianças vindas de famílias carentes a praticar o esporte. Mais que uma simples ocupação para evitar que a garotada ficasse na rua, as escolas de triatlo, ao longo de sete anos, formaram competidores a nível nacional e sul-americano.

Iniciado em 2004, o projeto Novos Talentos do Triathlon tem, hoje, 1.600 participantes. A iniciativa nasceu principalmente da vontade de fazer algum bem para outras pessoas. "Sempre imaginei ajudar o próximo, mas não sabia como. O esporte foi onde encontrei esse desafio e fui à luta", revela. À frente da Fetriece há seis anos, Fátima Figueiredo acredita que a prática esportiva é uma maneira de afastar as crianças e os adolescentes de males como as drogas e a marginalidade, além de ser um meio de cuidar da saúde dos pequenos atletas.

Em contrapartida, esses jovens são promessas para o futuro da modalidade no Estado. Segundo Fátima, as crianças de famílias com maior poder aquisitivo têm mais dificuldade para se dedicar ao esporte porque, geralmente, fazem muitas outras atividades. Assim, as expectativas de bons resultados recaem mais para outras, como as que são atendidas pelo projeto.

Ao longo desses sete anos, Fátima observou mudanças fundamentais na Capital, no que diz respeito à sua área de atuação. A principal delas é quanto ao interesse dos órgãos públicos em facilitar e incentivar a prática esportiva. No entanto, ainda há muito para se fazer. "O que falta, hoje, é o esporte noturno, para tirar o jovem da rua nesse horário", ressalta. Outra mudança que ela gostaria de ver é a criação de várias vilas olímpicas em que qualquer pessoa pudesse ter acesso, sem restrições.

Em meio às lutas para o crescimento do triatlo, o refúgio para os momentos de reflexão é um velho cartão-postal de Fortaleza, a Catedral. "Independente de uma questão religiosa, aquele lugar é de uma paz enorme", comenta.

PROJETO
Trabalho social
Iniciado em 2004, o projeto Novos Talentos do Triathlon, idealizado por Fátima Figueiredo e realizado pela Fetriece (Federação de Triathlon do Estado do Ceará), conta hoje com oito núcleos, sendo quatro na Capital e quatro entre a Região Metropolitana e o Interior. Ao todo, são aproximadamente 1.600 crianças e jovens atendidos.

O foco do projeto é oferecer treinamento gratuito da modalidade e, junto à federação, possibilitar a participação desses pequenos triatletas em competições locais, nacionais e até internacionais. As atividades acontecem em parceria com cada sede. Um professor local é custeado pela Fetriece e o espaço é cedido pela instituição parceira. Normalmente, os professores envolvidos também dão conselhos para o crescimento pessoal dos assistidos.

Entre os jovens atendidos pelo projeto, alguns já são promessas para as Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Rio de Janeiro. Um exemplo é o adolescente Elígio Brendo que, aos16 anos, já é tricampeão brasileiro. Para esses atletas, foi criado um grupo de alto rendimento, atualmente, com 34 participantes. Outros triatletas já saíram do projeto e foram convocados para treinar na cidade paulista de São Carlos, um grande centro formador do esporte.

FONTE: DIÁRIO DO NORDESTE

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